O curso completo tem 25 aulas (2 h 50 min), exercícios e certificado.
Monte planilhas organizadas, calcule totais, médias e metas com fórmulas e imprima um controle de vendas mensal pronto para usar no trabalho.
25 aulas · 2 h 50 min · Iniciante · Certificado de conclusão
Fim do dia na Papelaria Ponto Azul. Alguém pega a calculadora, multiplica três cadernos por vinte e quatro e noventa e digita o resultado na planilha. Na semana seguinte o fornecedor aumenta o preço, e todos aqueles totais digitados à mão ficam errados. Hoje você aposenta a calculadora do lado do computador. Você vai escrever sua primeira fórmula: uma conta que o próprio Excel faz, e refaz sozinho, sempre que um número muda.
Na seção anterior, você viu como o Excel entende texto, número e data. Agora entra uma terceira coisa que uma célula pode guardar: uma fórmula. E a regra é uma só. Toda fórmula começa com o sinal de igual. É ele que avisa o Excel: o que vem depois não é para mostrar, é para calcular.
Veja a diferença. Se você digitar só C2 asterisco D2, sem o igual, o Excel mostra exatamente isso na célula: as letras e o asterisco. Ele entendeu como texto. Agora digite igual, C2 asterisco D2. Ao apertar Enter, a célula mostra setenta e quatro e setenta. A conta ficou guardada por trás do resultado.
Na prática, faça assim. Clique na célula onde o resultado vai ficar. No nosso caso, a E2, da coluna Total. Digite o sinal de igual. Repare que ele aparece na célula e também na barra de fórmulas, aquela faixa comprida logo acima das letras das colunas. Agora, em vez de digitar o número, clique em C2, a quantidade. O Excel escreve C2 para você e contorna a célula com uma borda colorida. Digite o asterisco, que é o sinal de multiplicar, e clique em D2, o preço. Esse C2 e esse D2 se chamam referências: o endereço da célula, letra da coluna mais número da linha. Por fim, aperte Enter. Pronto, o resultado aparece na célula.
Olhe a planilha da papelaria. Na linha dois, a venda do dia cinco de março: três cadernos de dez matérias, a vinte e quatro e noventa cada. A fórmula usa as duas células marcadas, quantidade e preço. O resultado em E2 é setenta e quatro e setenta. Três vezes vinte e quatro e noventa, conta certa. Um detalhe importante: a célula mostra o resultado, mas, se você clicar nela, a barra de fórmulas mostra igual, C2 asterisco D2. É assim que você descobre se um número foi digitado ou calculado.
Agora vem a parte que faz tudo valer a pena. O fornecedor avisou que o caderno subiu para vinte e seis e cinquenta. Clique em D2, digite o novo preço e aperte Enter. Olhe o total: virou setenta e nove e cinquenta, sozinho. Você não mexeu na fórmula. Ela continua dizendo: multiplique o que estiver em C2 pelo que estiver em D2. E o Excel refaz a conta toda vez que um desses valores muda. Se o cliente levar quatro cadernos em vez de três, é a mesma coisa: troque a quantidade, e o total acompanha.
Multiplicar é só uma das contas. São quatro sinais básicos. O mais, para somar. O menos, para subtrair. O asterisco, para multiplicar. No teclado, ele fica no Shift mais oito, ou no teclado numérico. E a barra, para dividir. Ela também está no teclado numérico, ou numa tecla perto do Shift da direita, dependendo do modelo do seu teclado.
Veja as quatro juntas na mesma venda. Nas linhas três e quatro, repeti a multiplicação para as canetas e os marca-textos. Em E5, o total da venda: igual, E2 mais E3 mais E4. Dá cento e dezoito e trinta. A cliente pagou cento e cinquenta em dinheiro, valor que está em E6. O troco, em E7, é igual, E6 menos E5: trinta e um e setenta. E se ela quiser dividir em duas vezes, em E8: igual, E5 barra dois. Cinquenta e nove e quinze cada parcela. Repare que dá para misturar referência e número na mesma fórmula. E o melhor: se o preço do caderno mudar de novo, total, troco e parcela se atualizam de uma vez, porque uma fórmula puxa o resultado da outra.
Agora, o erro mais comum de quem está começando. A pessoa escreve igual, três asterisco vinte e quatro vírgula noventa. Funciona, aparece setenta e quatro e setenta. Só que esses números ficaram presos dentro da fórmula. Quando o preço em D2 mudar, esse total continua mostrando o valor antigo. E ninguém percebe, porque não aparece erro nenhum. A saída é usar a referência: igual, C2 asterisco D2. Regra prática: se o valor está numa célula, aponte para a célula. Número direto na fórmula só quando ele não muda, como o dois da parcela.
Outro alerta rápido. Na escola a gente multiplica com xis, então muita gente escreve igual, C2 xis D2. O Excel não entende e mostra um erro: cerquilha, NOME, interrogação. Esse e outros erros ganham uma aula só para eles mais adiante nesta seção. Por agora, guarde: multiplicação é asterisco.
Para conferir uma fórmula, clique na célula e leia a barra de fórmulas. Para editar, aperte F2, ou Fn mais F2 em alguns notebooks, ou dê dois cliques na célula. Cada referência aparece colorida, com a mesma cor da borda da célula que ela usa. Ajustou, aperte Enter. Mudou de ideia, aperte Esc, e nada é alterado.
Aqui estão as quatro fórmulas da venda, com a célula onde cada uma vai. Pause o vídeo se quiser copiar.
Recapitulando. Toda fórmula começa com o sinal de igual. Os quatro sinais são mais, menos, asterisco e barra. Use a referência da célula em vez do número, e o Excel refaz a conta sozinho quando um valor muda. Para conferir, barra de fórmulas. Para editar, F2. Agora abra o Excel e monte essa venda: três cadernos a vinte e quatro e noventa. Em E2, digite igual, C2 asterisco D2, e depois troque o preço para vinte e seis e cinquenta. Ver o total mudar sozinho é o melhor jeito de fixar a ideia. Na próxima aula, você soma a semana inteira de vendas com SOMA e AutoSoma.